DIA 1: Avalon Airport – The Great Ocean Road – Terang 318km
Ainda de férias, decidi ir com meu pai e madrasta explorar algumas cidades do estado de Victoria em 4 dias. Pegamos um vôo da Jetstar ($62 por pessoa) saindo de Sydney para Avalon – detalhe super importante pois em Melbourne tem dois aeroportos. Escolhemos chegar em Avalon pois esse é o mais perto para fazer a Great Ocean Road. Alugamos um carro pela AVIS para os 4 dias ($98 por pessoa) e começamos nossa viagem bem cedo – saímos 6am o vôo e 7:30am já estávamos na estrada.

Meia horinha do aeroporto, fizemos a primeira parada: Geelong! Caminhamos por Geelong Waterfront para ver os famosos bonequinhos de madeira – tem vários espalhados pela orla, super bonitinhos!


30km depois fizemos uma breve parada em Bells Beach – famosa por sediar campeonatos de surf e ser excelente para surfar e seguimos um pouco mais a frente até Eagle Rock Lookout. Caminhamos até o mirante e que vista linda! Tem a opção também de subir no farol (pago) mas não fomos. Depois aproveitamos para tomar algo no café que tem ali – se o estacionamento estiver cheio, você pode parar no do café caso vá consumir algo.



Dirigimos por 1h30 até Kennet River Nature Walk – um lugar que é possível ver coalas na natureza (e se der sorte, outros bichos também). Conseguimos ver dois bem lá no alto da árvore mas valeu a pena porque o caminho é plano e bem tranquilo de se fazer, recomendo a parada.


Próxima parada: Gibson Steps. Um lugar que fica um pouquinho antes dos famosos Twelve Apostles e dá para descer na praia e foi o que fizemos. São 84 degraus – sim eu contei na subida para ajudar a passar o tempo rs – num caminho bem apertadinho mas que dá para qualquer pessoa com um nível mínimo de condicionamento físico fazer.


Ficamos lá curtindo a praia – mas nem arriscamos entrar no mar porque estava meio bravo – e seguimos até os Twelve Apostles (que nunca foram 12 nada, é apenas um nome comercial que gostaram e colocaram). Esse é o principal ponto da Great Ocean Road e por consequência o mais lotado sem dúvidas. O estacionamento é enorme e tem uma passarela que passa por baixo da estrada para chegar no mirante que é o cartão postal.

Tem dois horários que são os melhores para ver as formações rochosas – de manhã quando o sol está refletindo nelas ou no pôr do sol porque se ele se põe no mar. Chegamos lá por volta de 5pm e por conta disso dá para ver como as formações estavam mais “escuras” nas fotos. Lindo de qualquer forma!

Cinco minutinhos dali tem o Loch and Gorge e Razorback – mais formações rochosas. Daqui pra frente são diversas e cabe a vocês escolherem em quais querem passar. O processo é o mesmo. É uma saída a esquerda da estrada, estacionamento, caminhozinho até o mirante e é isso. Todas são diferentes umas das outras e tem sua beleza e seu charme.


Mais 15 minutos de estrada e chegamos na London Bridge, uma das minhas favoritas. Ela tem esse nome por se assemelhar a uma ponte com o seu arco embaixo – muito bonito!

Eu já fiz a Great Ocean Road algumas vezes (conto mais aqui, aqui e aqui) e tento sempre ver algo novo no caminho para acrescentar já que eu evito voltar para um lugar que já fui. Já que é para voltar, bora conhecer mais. E valeu super a pena porque se tornou minha parada favorita no trajeto: The Grotto!! Como o nome sugere, é uma gruta. Você precisa descer uma escada – lá de cima é lindo também – para chegar pertinho e a cor do mar dentro da gruta é surreal! Muito cuidado ao ir lá embaixo, algumas pedras são soltas e lisas. Vi gente se arriscando bem na ponta – não recomendo. Ficamos um tempão lá curtindo o lugar, amei!




Pegamos um hotel em Terang para não ficar tão cansativa a viagem e ter que ir até Melbourne depois de todo esse rolê. Escolhemos o Terang Motor Inn ($160 para três pessoas – uma noite) e cerca de 40 minutos estávamos lá. Recomendo. Jantamos no Terang Bistro at The Middle Hotel e a comida estava excelente!! Voltamos para o hotel, banho e cama!
DIA 2: Terang – Mornington Peninsula – Melbourne 421km
Acordamos e fomos num Market que estava tendo para tomar café da manhã. Compramos umas coisinhas dos produtores locais e seguimos viagem fazendo uma breve parada em Colac. Depois de 2h30 de viagem, chegamos em St Kilda, Melbourne para almoçar. Fomos na Acland Street e almoçamos no Lona – fish and chips – por favor, vão lá comer, bom demais! Demos uma volta ali no centrinho e o plano inicial era ficar em Melbourne mas como estava sol e no dia seguinte iria chover, decidimos esticar até a Mornington Peninsula e lá fomos nós.


Uma hora mais de estrada e fizemos uma breve parada na Mills Beach e para minha surpresa lá também tem as famosas casas de praia – igual na Brighton Beach – assim como em várias outras praias que vi no caminho. Mais uma parada rapidinho para abastecer e fomos ver a praia de Rye que pelas fotos parecia o paraíso, só que não. Talvez não demos sorte mas a praia era bem estranha e lotadaaa de jet skis – lotada mesmo! Definitivamente nada seguro para ir com crianças.



Quinze minutos dali fica a Portsea Beach aonde tem outra London Bridge e que lugar!!! Ficamos o resto da tarde ali, descemos pra praia (meu pai até deu um mergulho) e caminhamos até a London Bridge – surreal de lindo visto de dentro. Essa recomendo visitar com certeza. Quero voltar com calma pois tem outros pontos interessantes na Mornington Peninsula. Já fim do dia, voltamos pois tínhamos uma longa estrada de volta pra Melbourne – 100km pela frente.





Ficamos no The Chen – Art Series ($312 para três pessoas – duas noites) pois como estávamos de carro não precisávamos ficar tão perto do centro e valeu a pena. Bem gostoso o hotel. Sem condições de ficar mais um minuto dentro do carro, pedimos uma pizza.
DIA 3: Melbourne 70km
Acordamos já com chuva e ficamos descansando no hotel até a hora do almoço. Pegamos o carro e fomos para o Queen Victoria Market. Eu estive lá há muitos anos atrás e agora ele está ainda mais enorme. Tem lojinhas, barraquinhas diversas, lugar para comprar frutas, peixes e carnes e lógico a melhor parte: as comidinhas! Que paraíso. Beliscamos várias coisinhas mas a minha principal pedida foi na Ripe. Comi um lanche de queijo brie trufado com pêra – que delícia!



De lá estacionamos o carro e andamos pelo centro: Flinders Street Station, St Paul´s Cathedral, Federation Square, Hosier Lane (que hoje em dia é mais escritos do que desenhos), AC/DC Lane e a minha favorita: Duckboard Place. Tem muitas ruazinhas com grafite, tem que ir andando e se perdendo para achar as melhores.









Em busca de uma sobremesa, fomos até o bairro de Brunswick mas a maioria dos lugares estavam fechados. Ainda em busca dos grafites mais bonitos, fomos na Ann Street e amei – gostei mais do que os do centro da cidade. Meu pai acabou comendo um hambúrguer ali mas eu e a Sô decidimos comer um outro em Brighton – e lá fomos nós.



Comemos no The Royale Brothers – gostoso – e fomos ver as casinhas de Brighton Beach bem rapidinho já que a chuva resolveu apertar. Feito isso, de volta pro hotel, banho e cama.


DIA 4: Melbourne – Ballarat – Tullamarine Airport 264km
Acordamos com mais chuva do que o dia anterior e nosso vôo era só as 8:50 da noite pela Jetstar ($89 por pessoa) então a única opção era explorar alguma cidade do interior. Escolhemos Ballarat. Foram quase duas horas de estrada e chegamos na cidade famosa por ainda abrigar uma mina de ouro.
Fomos até a mina mas tinha que fazer passeio guiado e acho que no momento não tinha. Paramos no Sovereign Hill Lookout mas não dava para ver nada de mais e seguimos para almoçar. Melhor pedida! Aleatoriamente achamos o The Forge Pizzaria para comer uma massa e foi de comer rezando. Pedi um gnocchi com gorgonzola e estava perfeito, fora o restaurante ser lindo e rústico, ter área kids e um menu todo autêntico que lembra um jornal. Duvido que tenha melhor lugar para comer na cidade.





Ali ao lado tinha a clássica rua de guarda chuva – Ballarat Umbrella Laneway e aproveitei para me adentrar na viela, um charme.



Demos uma breve caminhada pelo centro – antigo e histórico e seguimos para Durham Point. Lá tem umas casinhas de barqueiros no Lake Wendouree bonitinhas. Andamos um pouco por ali antes de ir até o Sunflower Picking Field para descobrir que o campo de girassóis só abre em fevereiro e março (dá uma checada no insta deles antes de ir @pickyourownsunflowers . De lá seguimos por uma hora até o aeroporto e foi isso. Não tinha criado nenhum roteiro específico, fui montando conforme o tempo que tínhamos e o clima. Que viagem! Valeu super a pena, conseguimos conhecer bastante coisa em 4 dias. Anotem as dicas e vejam os outros posts de Melbourne aqui, aqui e aqui para ajudar a montar o seu roteiro 🙂





