Ilha Sul – Nova Zelândia

Compramos nosso vôo de Sydney para Christchurch pela Jetstar – melhor compania custo benefício para viajar na Austrália e arredores. O vôo era para levar cerca de 3h30 porém tivemos ele cancelado e encaixado num vôo com conexão em Melbourne pela Qantas. Não sei se sorte ou má sorte porque a viagem ficou mais longa mas em compensação a Qantas tem filmes e comida 🙂

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Boarding pass

Chegamos bem cedinho em Christchurch e tivemos que aguardar até as 9am para o transfer vir nos buscar. Alugamos uma campervan – a Hippie Camper – com a Apollo e ficou $570 para 8 dias e demos um depósito de $100. Não nos pediram nem a tradução da habilitação brasileira mas é sempre bom ter. O atendimento não foi muito bom, não sei se recomendo. Estávamos cansados e só queriamos pegar a campervan e ir explorar a ilha sul.

Depois de bastante tempo deu tudo certo e a primeira parada foi no mercado Countdown (o Wollworths da Austrália) e compramos umas besteirinhas para beliscar, comidas e bebida e o almoço foi frango e pão haha. Como não dormimos a noite porque a viagem foi longa, paramos em um desses lugares de descanso para dormir um pouco antes de pegar a estrada. Fomos acordados pela polícia – que susto! – só querendo confirmar se era a gente que estava no trilho do trem mais cedo porque viram e avisaram eles. E era! rs Fomos tirar umas fotos e ver um rio lindo que passava ali do lado. Ele só disse para tomarmos cuidado e foi isso.

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Riozinho
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Trilho

PRIMEIRO DIA:

Agora acordados dirigimos cerca de 230km até o Lake Tekapo, um dos mais famosos da ilha sul. Lugar lindo e com uma igrejinha de pedra super fofa. Tiramos umas fotos por ali e seguimos mais uma meia hora até o Lake Pukaki, esse sim me tirou o fôlego.

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Church of the good shepherd
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Lake Tekapo

Parecia cenário de filme, não tinha ninguém por não ser tão famoso quanto o lago anterior e é assim que gosto. Ficamos namorando por ali até quase o sol se por e seguimos até Omarama.

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Lake Pukaki

Chegando lá o posto da cidade estava aberto porém não aceitava nosso cartão e não tinha ninguém para receber em dinheiro. Sem gasolina, dormimos por ali mesmo, no estacionamento atrás do posto. Jantar foi cachorro quente depois de termos rodado 366km no primeiro dia.

 

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Cachorro quente

Uma dica: abasteçam sempre que puderem porque as vezes demora um pouco para achar um posto.

SEGUNDO DIA:

 

Levantamos e fomos direto para o Wanaka Lake tomar café da manhã e estava uma ventania sem fim. Tinham mesinhas e até churrasqueira mas acabamos colocando a nossa mesa mesmo atrás da van para cortar o vento.

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Wanaka Lake

Satisfeitos fomos procurar a famosa Wanaka Tree, uma árvore que fica dentro do lago. Imaginava que seria uma bem grande então foi um pouco difícil de achar no começo. Coloquei no mapa e conseguimos ver. Achei muito lindo o lugar, uma paisagem sem igual com a montanha com neve no fundo. Meu namorado decidiu entrar no lago quentinho (só que não) e ficar pertinho da árvore. Foi o tempo de tirar a foto e sair hehe.

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Wanake Tree

A estrada por lá é uma das mais lindas que vi na vida e dá vontade de tirar foto a cada curva. Seguimos em direção a famosa Queenstown, fizemos mais umas compras no mercado lá e fomos até o Skyline Queenstown.

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Nossa campervan

Chegamos lá era 3.30pm para fazer o Lunge – tipo um carrinho de rolimã que desce a montanha porque eu tinha visto no Vai pra onde e achei que seria muito legal. Na fila para pagar, vimos uma placa com promoção para Bungy Jump, Lunge e a gôndola para subir a montanha por apenas $235 tudo. Ops, nem sabia que ali era um dos lugares para pular! Nesse momento eu e meu namorado nos olhamos e nos perguntamos, vamos ou não?! Foi assim, ali na hora que decidimos ir. Chegando nossa vez a atendente disse que o Bungy acabava as 3.30pm mas que se quiséssemos mesmo fazer ela ligaria para ver se eles nos esperavam. Colocamos nas mãos do destino e ele decidiu que seria ali mesmo, naquela hora que pularíamos de Bungy Jump. Um suor frio, medo, tremedeira subindo a gôndola que nem deu muito para curtir a vista.

Lá em cima fomos direto para o lugar que pula e nos pesaram, deram a roupa e pronto, não dava mais para desistir. E agora quem vai primeiro? Vinícius lógico, eu não haha. Que medo que deu, você tem que se jogar de 47 metros a mais de 400 metros de altura da cidade, simples assim – é quase um suicídio. Vini foi primeiro e voltou animado, disse para eu abrir os braços e me jogar. Nunca senti tanto medo na vida, e não foi o medo de pular mas sim uma sensação de cadê o chão enquanto eu caia em queda livre. Quando a corda me puxou, aquele alívio, estou viva! Pronto, riscado da lista!

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Foi dali que pulamos

Depois de recuperar o fôlego fomos fazer o Lunge, 4 descidas. A primeira é só teste numa pista mais tranquila e depois parte para a pista de verdade. Foi bem divertido mas depois do Bungy Jump a adrenalina estava a mil ainda.

Fim do dia, fome e tinha ouvido super bem do Fergburger, pois bem, não curti e olha que eu amo hamburger e meu namorado também. O atendimento foi ruim e até o milkshake não estava bom porém o lugar estava lotado, talvez por ser popular mesmo. Bom, depois que comi o Mr Gee em Sydney fiquei mais crítica porque esse sim é o melhor de todos. Enfim…

Procuramos no aplicativo Rankers Campers algum lugar para dormir de graça e achamos uma antiga estação de trem em Lumsden e foi para lá que fomos. Tem banheiro mas não chuveiro, banho teve que ficar para o próximo dia. 308 km rodados, hora de dormir.

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Lumsden

TERCEIRO DIA:

O dia amanheceu meio nublado e frio e tomamos café da manhã na campervan mesmo, como era só nós dois, nem desmontávamos a cama. Seguimos para Milford Sounds numa estrada ainda mais incrível. São apenas 100km porém levou cerca de 2 horas por ser bastante serra e no meio das montanhas. Vira e mexe se o tempo muda eles fecham partes da estrada por ser perigosa e tem um túnel de 1.2km assustador no caminho também. Paramos para uma foto na estrada e o Kea, um famoso passáro de lá, veio até a nossa van em busca de comida e já que não demos, ele resolveu bicar a campervan rs.

tunel
Luz no fim do túnel
foto
Estrada para Milford Sound
kea
Kea

Chegamos e fomos direto procurar um passeio de barco para fazer mas como o dia estava muito feio decidimos dormir por ali e arriscar o dia seguinte. Tem várias empresas que fazem tours pelos fiordes – um outro sonho antigo meu de conhecer também – mas escolhemos a Jucy Cruise. Fechamos o primeiro tour do dia por $45 por pessoa e fomos procurar um lugar para descansar.

Como precisávamos de banho – quente – e carregar os celulares e câmera paramos em um chamado Milford Sound Lodge que custou $30 por pessoa. Super gostoso o lugar, com uma salinha bem confortável e quentinha e uma cozinha enorme cheia de utensílios para cozinhar. Foi dia de conectar com a natureza e ainda mais com meu namorado já que não tinha internet – adoro! Cozinhamos ali, ficamos trocando idéia, banho quente e longo e cama.

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Cozinha, sala e banheiros ao fundo

QUARTO DIA:

Acordamos cedo para fazer o cruzeiro que durou 2 horas e foi espetacular. Ainda bem que escolhemos esperar até o dia seguinte porque estava um solzão. O lugar é maravilhoso e o melhor momento foi quando de repente surgiram uns golfinhos que começaram a acompanhar o barco, pulando, fazendo graça bem ali do nosso lado, surreal! Além disso vimos também focas e um pinguim típico da Nova Zelândia – aquele com a sobrancelha amarela sabe? Um conselho: vá com bastante roupa de frio e vento porque é bem gelado por lá, a gente era os menos aquecidos haha.

golfinhos
Golfinhos
milfourd
Milford Sounds

Terminado o passeio seguimos viagem e paramos no Mirror Lake para uma foto já que no dia anterior estava chovendo. Passamos também por Cardrona, cidade antiga e famosa pelas montanhas para esquiar no inverno. Quando a fome bateu, paramos na estrada para cozinhar e descansar um pouco.

cardrona
Cardrona
cozinhar
Pausa para cozinhar

Dormimos em Makarora depois de ter rodado 390km. O lugar lá cobrava $17 por pessoa com energia pra campervan mas nem precisava porque na cozinha tinha várias tomadas e daria para ter carregado tudo. Uma das minhas dúvidas quando estava programando a trip para a Nova Zelândia era aonde dormir, se era sempre pago, quais eram as facilidades, o que era legal ou não. Me surpreendi com a quantidade desses lugares com cozinha, sala e energia para parar. Mesmo sendo pago, é bem interessante parar de vez em quando para um banho quente e recarregar as coisas. Tem lugares mais baratos ou de graça porém com menos estrutura. Todo mundo viaja de campervan por lá então eles são super preparados para isso.

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Makarora

QUINTO DIA:

Ali em Makarora tem as Blue Pools, um lugar incrível com uma água de uma cor difícil descrever. Estava meio nublado e chuviscando mas decidimos fazer a trilhazinha de meia hora assim mesmo e valeu muito a pena. Daria até para nadar ali se não estivesse chovendo e frio.

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Blue Pools

Seguimos nossa viagem até Franz Josef e chegando lá estava um frio de rachar, isso porque já estávamos na primavera. Chuva e frio, nada para fazer e achamos um lugar com piscinas naturais aquecidas – Hot Pools Franz Josef $28 por pessoa para ficar o dia todo.

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Hot Pools

Ficamos umas boas horas lá trocando entre as piscinas que vão de 36 a 40 graus e depois tomamos banho no vestiário antes de ir para o camping site que fica bem em frente ao local que estávamos. Como já era tarde, eles tem um sistema que você preenche um formulário com a sua placa e quantas pessoas são, pega um envelope, põe o dinheiro e o formulário num saquinho, joga no cofre e pronto. E não dá para enrolar porque eu havia entendido que era $20 no total porém era $20 o mínimo por campervan e mais $10 por pessoa adicional, ou seja $30. Coloquei $20 no saquinho, fizemos o jantar na cozinha lá, banho e estacionamos lá dentro. De madrugada acordamos com alguém batendo na nossa janela dizendo que havíamos pagado errado, fiquei super assustada, dei os $10 a mais que faltou e foi difícil voltar a dormir. Fiquei meio gripada por estar muito frio e ter entrado na piscina quente. Enfim.

SEXTO DIA:

Tínhamos ido até Franz Josef para fazer um passeio de helicóptero bem legal que tem lá porém o dia estava nublado e passamos basicamente o dia todo esperando para ver se abria para rolar o passeio. Não rolou.

Almoçamos no The Landing, foi bem gostoso não ter que cozinhar um diazinho hehe e fizemos mais compras no mercado dali. Ficamos mais uma noite no mesmo camping site – mas dessa vez paguei os $30 certinho.

SÉTIMO DIA:

Tínhamos deixado agendado para 8am o passeio e nos pediram para ligar as 7 para confirmar se ia sair. Perdemos a hora, ligamos 7.30am e saímos desesperados quando disseram que estava confirmado.

O passeio de helicóptero não é algo barato mas sim algo único para ficar guardado pra sempre. Pagamos $465 nós dois porque conseguimos um desconto de uma revista também hehe e valeu cada centavo.

Chegando lá nos deram umas instruções e fomos. Foi lindo sobrevoar as geleiras e pousar lá em cima, na neve mesmo. Ficamos uns 10 minutos curtindo a vista e o melhor momento foi quando meu namorado (lindo que amo) falou que tinha uma surpresa e tirou do bolso uma aliança de namoro. Mágico! Não podia ter sido melhor 🙂 Tiramos mais umas fotos e hora de descer, o passeio todo levou cerca de meia hora. Chegando lá embaixo, o celular do Vini parou de funcionar, morreu 😦

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Passeio de helicóptero

Paramos no Lake Ianthe para tomar café da manhã e o lago era um espelho, bem bonito e de lá seguimos para Hokitika.

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Lake Ianthe

Passamos pela Hokitika Beach bem famosa pelo pôr do sol porém não ficamos para ver, ao invés desviamos meia hora do nosso caminho até Hokitika Gorge, um lugar maravilhoso, com uma cor de água linda.

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Hokitika Beach

Decidimos nadar ali – ou pelo menos tentar – já que a temperatura estava bem baixa, quase congelante. Tiramos umas fotos e seguimos em frente. Foi o dia que mais ficamos na estrada, afinal 544km leva tempo para percorrer.

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Hokitika Gorge

Na estrada mesmo reservamos um passeio que vi num blog e nem sabia que tinha na Nova Zelândia – nadar com os golfinhos e não em um tanque e sim em mar aberto. O passeio custou $175 por pessoa e único horário disponível era o das 5.30 da manhã, então foi esse que fechamos.

Dormimos no estacionamento do Encounter Dolphin em Kaikoura para garantir que não íamos perder a hora no dia seguinte.

OITAVO DIA:

Levantamos as 5am e começamos a nos arrumar e ainda conseguimos ser os últimos a “chegar” haha. Alugamos uma GoPro para poder filmar tudo ($59 a mais e ficamos com o cartão de memória), colocamos a roupa de borracha, incluindo luva, sapatilha e tudo mais que possa imaginar e fomos. Estava bem frio, fiquei pensando no gelo que seria a água.

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Hora de nadar com os golfinhos

Uma vez com o barco na água não demorou muito para começarmos a ver golfinhos próximos de nós, cada vez mais e mais. Fomos até um ponto que tinham muitos, muitos mesmo e então entramos. Foi uma mistura de sentimentos. No começo um pouco de medo porque eles realmente passam do nosso lado e foi diferente ver todas aquelas barbatanas ali pertinho e depois muita emoção por estar nadando em mar aberto com eles. O mais lindo é saber que eles estão ali no habitat deles, não demos comidas ou nada para atraí-los, foi apenas pela curiosidade deles de saber quem éramos e brincar. Já não bastava ser mágico nadar com eles enquanto o sol nascia, tinha também que ter uma paisagem surreal com montanhas e neve ao redor. Um dia inesquecível!

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Golfinhos por todos os cantos

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Foi lindo!

O passeio durou cerca de 2 horas e meia e depois aproveitamos para tomar um banho quente antes de pegar a estrada de volta para Christchurch. Almoçamos num sushi por lá antes de devolver a nossa parceira campervan.

Como o nosso vôo era só no dia seguinte as 6 da manhã, pegamos um hotelzinho perto do aeroporto – North South Holiday Park $52 o casal – para descansar até o dia seguinte e foi isso. Viagem incrível!!!!

No total, incluindo passagens ($342 com uma mala de 20kg), transporte ($285 campervan + $185 de gasolina), comida ($191), passeios ($745) e estadia ($73) foi investido cerca de $1800 cada na viagem de 8 dias para a Nova Zelândia e rodamos 2372km nessa trip dirigidos única e exclusivamente pelo meu namorado Vinícius. Thanks lindo! 🙂

Um comentário em “Ilha Sul – Nova Zelândia

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