Darwin – NT – Austrália

Em busca de um break do trabalho, eu e meu namorado decidimos procurar um lugar que seria possível conhecer em poucos dias e achamos que Darwin seria bem interessante principalmente pelo clima – estávamos precisando de calor.

Começamos a pesquisar passagens e a mais em conta foi com a Jetstar por $390 ida e volta – não muito barato mas tudo bem. O vôo saiu as oito e meia da noite de quarta e chegamos lá por volta de meia noite e meia. Tinha lido que havia transfer para a cidade direto do aeroporto – já que lá não tem Uber – porém chegando lá vi que para duas pessoas ficaria um pouco mais em conta um táxi – e mais rápido. Pagamos $30 os dois do aeroporto até o Darwin City Edge Hotel (transfer daria $20 por pessoa ou $17.50 se comprar ida e volta).

Chegando no hotel, a recepção já estava fechada mas tinham nos passado um código para pegar a chave do quarto que já estava com o arcondicionado ligado nos esperando, afinal 27 graus a noite fica difícil dormir sem ar.

Ainda em Sydney ficamos pensando no que faríamos por lá e como se locomover. Depois de inúmeras buscas, pesquisas e posts em grupos da região vi que iria sair super caro alugar um carro – coisa de $120 por dia com apenas 100km e tendo que pagar o adicional. Não gosto muito de pacotes de grupo mas achei que essa talvez seria a única opção.

No dia seguinte de manhã, tomamos café no hotel e pegamos uns informativos que tinha lá e eis que leio “Car rental: unlimited kilometres”. Oi?! Não tínhamos achado nenhum lugar com quilometragem livre até então e decidi ligar para ver se era real – e era! Fomos caminhando até o centrinho para chegar no Information Centre aonde era o lugar que nos indicariam para alugar o carro. Pessoal super solicito e simpático, nos deram dicas da região e além dessa maravilha de carro por $60 a diária com quilometragem livre.

O nome da locadora é Advance Car Rental mas façam pelo centro de informações pois os preços que vi na parede do lugar eram mais altos. Pegamos o carro super felizes e fomos almoçar no Outback Jacks Bar & Grill e como curiosa que sou – somos – decidimos pedir o Crocodile Burger. Bom, eu não gostei e tive que pedir outro prato e meu namorado acabou comendo os dois burgers haha, valeu a tentativa.

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Crocodile burger

De lá fomos até o Adelaide River, cerca de 1 hora de Darwin, para ver crocodilos – dessa vez não no prato (meus amigos vegetarianos que me desculpem). Tem várias companias que fazem esse passeio porém com diferença as vezes de $10-15 entre uma e outra. Optamos pela Jumping Crocodile (entrada pela Window on the wetlands) e saiu $40 por pessoa por uma hora de cruzeiro. Pegamos o último tour das 3 da tarde. Achei bem interessante e surreal ver crocodilos no seu habitat natural, incrível como são rápidos e ágeis. Deu medo ver eles do ladinho do barco.

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Crocodilo

De quinta e domingo tem um lugar super legal em Darwin chamado Mindil Market com várias comidas de vários países além de artesanatos e arte local. Falando nisso, nunca tinha visto tanto aborígene na minha vida num só lugar. Lá tem uma enorme concentração mas infelizmente vi eles meio que largados nas ruas e não trabalhando ou exercendo atividades – inclusive vimos um ser preso por furto. Triste.

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Mindil Market

Ficamos no market dando umas voltas e fomos comprar umas bebidas para assistir o por do sol na Mindil Beach – algo bem popular por lá. Quando o sol começou a se por, a praia lotou de gente, uma vibe super legal, música tocando, galera se divertindo e aquele sol laranja se despedindo de mais um dia.

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Eu e ele
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Pôr do sol em Mindil Beach

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos para o Litchfield National Park que fica cerca de 1h30 de Darwin. Compramos mais umas bebidas e coisas para beliscar durante o dia porque sabíamos que lá não teria nada para vender. Diferente da maioria dos parques nacionais, esse não tem nenhuma taxa de entrada.

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Litchfield National Park

Primeira parada foi no Buley Rockhole que fica 5 minutos do estacionamento por uma trilhazinha bem tranquila. Não estava cheio e a cor da água era super bonita e para a minha surpresa, não era gelada. Ficamos ali curtindo um pouco e fomos para a cachoeira. Outra coisa que achei interessante é que não há placas dizendo que não se pode beber por lá – e por isso todos estavam bebendo por sinal, então creio que realmente possa porém eles pedem para não ser garrafa de vidro pois pode quebrar e machucar alguém. Se for levar bebidas – mesmo que não alcóolicas, levem em garrafas plásticas ou latinhas.

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Buley Rockhole

Pouco a frente tinha a Florence Falls, uma cachoeira bem gostosa acessível por trilha de 15 minutos ou degraus por uns 10 minutos – bem tranquilo. Decidimos ir de trilha e voltar pela escada – não muito sábia decisão. Ficamos tomando sol na pedra e tirando umas fotos antes de ir para a próxima cachoeira. Acabamos nem almoçando nesse dia, só comendo as coisinhas que levamos mesmo.

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Florence Falls

Chegamos quase no fim do dia em Wangi Falls e lá tivemos duas surpresas: wifi na cachoeira (oi?!) e a possibilidade de ter crocodilos por ali. Só entrei na água porque tinha mais gente, se não, não arriscaria jamais ainda mais depois de ver como eles são ágeis.

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Wangi Falls

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Pegamos o caminho de volta para Darwin e 2 horas depois estávamos de volta no hotel. Banho e fomos jantar no Go Sushi – não recomendo pois não era muito bom e era meio caro até mesmo se comparado a Sydney.

No terceiro e último dia tínhamos que devolver o carro porém decidimos ficar mais um dia com ele para ir até Berry Springs. Fizemos check out do hotel, passamos na locadora, fizemos o pagamento e 40 minutos depois estávamos lá.

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Berry Springs

Esse lugar é bem menos famoso que o parque nacional e dava para ver que a maioria das pessoas ali era australiano mesmo. A cor da água é incrível e cheio – cheio mesmo – de peixinhos de vários tipos, dá até para levar snorkel. A água é morna e o lugar tem área de churrasqueira também.

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Berry Springs e os peixinhos

Compramos umas coisinhas num mercado ali perto e fizemos um hamburger na hora que a fome bateu. Passamos o dia inteiro descansando por ali, foi muito gostoso mesmo. Importantíssimo levar repelente porque lá tem umas moscas gigantes que picam muito doído e mesmo com repelente as vezes elas ficam em volta. Quanto mais calor estiver, mais moscas terão.

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Hamburger na chapa

Voltamos antes do sol se por para ver mais uma vez lá de Mindil Beach, por não ser dia do market a praia estava vazia e foi bem gostoso também. Uma vez que o sol se pôs, a gente foi dar uma volta na cidade.

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Mais um pôr do sol em Mindil Beach
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Cheers

Tiramos foto em frente ao Parlamento do estado Northern Territory – muito maior e mais bonito do que o de New South Wales e seguimos pela Mitchell Street – principal rua da cidade cheia de barzinhos, hósteis e restaurantes.

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Parlamento

Como alugamos o carro para mais um dia, podíamos ficar com ele até a hora de ir para o aeroporto pois nosso vôo era 1:20 da manhã do domingo. Pesquisamos um lugar para jantar e foi sem dúvida a melhor escolha – Jim´s Surf and Turf! Anotem esse nome e façam um favor a vocês mesmos indo lá. A porção é enorme, sim enorme mesmo, tem até opção de pedir menor mas a fome era tanta e como não sabíamos, pedimos a porção normal e ainda uma porção grande de batatas. Não preciso nem dizer que foi impossível comer tudo. Eu pedi um chicken schnitzel com camarão em cima e molho de alho – dos deuses – e meu namorado um beef parmegiana – excelente também. Vale a pena cada centavo.

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Jim´s Surf and Turf

Depois de muito comer, arrumamos as coisas no carro, as mochilas e deixamos o carro – com 650km rodados a mais – em frente a locadora. Eles fecham as 5pm mas dá para deixar a chave na caixinha de correio e estacionar o carro na frente. A idéia era ir para um barzinho – tinham vários legais e bem lotados – e ficar até perto do horário do vôo já que o aeroporto fica cerca de 20minutos do centro porém como tínhamos comido muito, chamamos um táxi lá pelas 11horas e fomos pro aeroporto. Tentamos dormir um pouco ali antes de encarar mais um vôo de 4h30 de volta para Sydney.

Eu tinha lido muito sobre o Kakadu National Park e parecia incrível porém a maioria dos lugares só podem ser acessados por 4×4 e os tours são de no mínimo 2 dias custando cerca de $300. Só para entrar no parque custa $40 por pessoa – é um passe de uma semana mas não importa se você for um dia só, o valor é o mesmo. Os tours mais legais e mais longos eram em torno de $600 portanto quem quiser mesmo ir para Kakadu, vá com mais tempo e dinheiro. Não tem como fazer passeio de um dia para lá com carro normal e ver cachoeiras e coisas interessantes infelizmente.

No total gastamos cerca de $850 por pessoa incluindo passagens, hotel, comida, aluguel do carro, gasolina, jantares e etc. Sempre é possível baixar esse valor ficando em hostel, não comendo em restaurante e etc mas para essa viagem, queríamos um pouco mais de conforto e privacidade 🙂

Recomendo a visita!!!

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