Luxor – Egito

Depois de passar dois dias super tranquilos na felucca as energias estavam renovadas e estávamos prontos para mais história e cultura. A cidade de Luxor é considerada um dos maiores museus a céu aberto do mundo dado a quantidade de templos que a região abriga.

A nossa primeira parada foi no Kom Ombo Temple, feito para adorar Sobek (o Deus crocodilo) e Haroeris (o Deus falcão). Uma das coisas que mais chama atenção é a perfeita simetria e também a largura das pilastras em forma de papiros que ele possui.

Torres de Papiros
Kom Ombo Temple

Acredita-se que já se usava calendário aqui naquela época baseado nas marcações encontradas aonde é possível ver dias e os hieróglifos marcando o fim da colheita e início da época de enchente. Bem interessante. Aproveitamos para tomar uma água e um sorvete no restaurante que tinha bem na frente do templo antes de ir para o hotel.

Calendário
Pausa para uma água

Chegamos no hotel, tomamos um banho e comemos por lá. Seguimos então para o próximo templo: Karnak Temple. Simplesmente enorme! Logo na entrada junto com o enorme muro e suas pilastras, pode-se ver diversas estátuas de carneiro protegendo os reis.

Detalhe para os reis na altura do peito dos carneiros

Outra parte impressionante é o Precint of Amun-Re, pilastras com mais de 10 metros de altura cada e obeliscos completam o cenário. Os obeliscos eram feitos de uma única pedra de granito – o mais alto tem cerca de 29 metros. Inacreditável.

Enorme obelisco
Precint of Amun-Re


O local é na verdade um complexo já que abriga diversos templos, capelas e construções dentro dele e não somente para um Deus. É o lugar mais visitado no Egito depois das pirâmides e é muito fácil entender o porque. Um dos destaques é a estátua de 10 metros de altura de Pinedjem I – sumo sacerdote do Egito Antigo. Me impressionei também com as enormes estátua de múmias. Tudo aqui é enorme e marcante.

Múmias
03.11 Karnak Temple (25).JPG
Pinedjem I

Em muitos lugares as cores continuam completamente vivas como se tivessem sido pintadas ontem, surreal de se ver. Vimos também as pedras que tinham suas cores extraídas para pintar e que também servia de maquiagem para as mulheres daquela época. Esse lugar vale muito a visita, é impressionante!

Hieróglifos nas pilastras
Pedra usada para extrair cores

Antes de escurecer seguimos para o último templo do dia: Luxor Temple. Na entrada tinham dois obeliscos porém um deles foi levado para Paris e está na Place de La Concorde então hoje é possível ver apenas um juntamente das estátuas de Rameses II.

Rameses II na entrada do Luxor Temple

O templo foi criado também para festas e tem um enorme corredor com esfinges que antigamente conectava a Karnak, muito bonito. O que me chama atenção é o estado que os templos aqui se encontram até os dias de hoje, alguns com mais de 4 mil anos de vida.

Corredor de esfinges

Esse templo começou a ser construído por Amenhotep III porém só foi terminado por Rameses II e teve também participação de Tutankhamun – com direito a uma estátua dele juntamente a Ankhesenamun na parte de dentro do templo. 

Parte interna do Templo
Tutankhamun e Ankhesenamun

Já a noite decidimos ir para um pub irlandês comer e beber junto com o nosso guia. Foi super divertido e até acabei ensinando eles a sambar. O melhor foi pegar o transporte público, que aventura!

Nosso grupo e o guia

De manhã bem cedinho deu para ver do nosso quarto os balões, queria muito mesmo ter ido mas como fiquei sabendo só no final da viagem sobre opção acabou não dando para fazer, fica pra próxima. Fomos para uma feirinha em Luxor pois prata por lá é bem barato. O guia nos deu umas dicas e nos disse pessoas de confiança para comprar então aproveitamos para levar mais essa lembrança do Egito. 

Balões
Market

E a penúltima parada foi no The Mortuary Temple of Hatshepsut. Foi um dos lugares com mais pinturas coloridas que visitamos e aonde elas super bem conservadas. Amei uma parte do teto que representa o céu e essa representação pode ser vista também em outros mortuários. O templo em si parece ter sido escavado da pedra por ter a mesma tonalidade, realmente muito bonito.

The Mortuary Temple of Hatshepsut 
Cores vivas
Representação do céu com as estrelas

 De lá fomos para o Valley of The Kings, uma enorme área aonde diversos reis foram enterrados. Ali eles cavavam um caminho para baixo e faziam suas tumbas e deixavam seus sarcófagos ainda em vida. Infelizmente praticamente todas elas foram roubadas por ladrões por isso mesmo em museus não se acha muita coisa – a não ser o do Tutankhamun como mencionei anteriormente.



É um verdadeiro labirinto subterrâneo e até hoje ainda continuam projetos de escavação em busca de novas tumbas sendo que 63 já foram encontradas. Para preservar as cores e o local é totalmente proibido fotografar dentro das tumbas. Foi uma experiência super única que nunca vou esquecer, surreal mesmo. As cores são ainda mais vivas do que o templo anterior que visitamos, tons de azul e vermelho foram os que mais me chamaram a atenção.

Dentro das tumbas é muito calor, assim como toda a região do Valley of the Kings porém por respeito tive que estar de blusa para cobrir meus ombros. Então não se esqueçam de levar uma blusa mais fina ou camisetas quando forem visitar esses locais. Outra coisa, todos os locais que fomos visitar são pagos porém um valor bem baixo que vale a pena até para ajudá-los a conservar essas preciosidades.

E essa foi nossa última parada em Luxor antes de pegar uma van com ar condicionado – depois de muito relutarmos que não iriamos voltar com aquele trem – para Cairo. Uma viagem simplesmente inesquecível que me acrescentou muito, aprendi demais nesses dias que fiquei no Egito! Um lugar rico em cultura, história que todos devem visitar.

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