Bonito – MS – Brasil

DIA 1:

Uma vez no Mato Grosso do Sul, não podíamos deixar de conhecer o principal destino de Ecoturismo do Brasil. Foram 3h30 de estrada de Ponta Porã até Bonito passando por muita plantação de soja – bem comum no estado.

Todos os passeios tem que ser reservados com antecedência porque tem limite de pessoas por vez – e isso independente de pandemia. Eu achei incrível essa organização deles com o foco na preservação dos lugares. Fechamos tudo com a Bonitour Viagens (@bonitourviagens) por ter sido a que mais me chamou a atenção pelo site bem organizado, por ter aplicativo no celular com todas as informações e pelo rápido atendimento pelo Whatsapp. O preço de todas as agências é tabelado, o que muda mesmo é o atendimento.

Chegamos por volta das 10 da manhã e fomos direto para a Estância Mimosa – um complexo de cachoeiras (R$117 por pessoa ou R$94 se você for do MS). O nosso grupo tinha apenas 9 pessoas – incluindo nós 4, ou seja, praticamente um passeio privativo. Na chegada, o guia se apresenta, passa as informações, nos oferece colete salva vidas e uma botinha – que eu aceitei, já que embaixo das cachoeiras tem calcário e podia cortar os pés. Feito isso pegamos um “caminhão” 6×6 para fazer parte do trajeto de subida. Alguns minutos depois, chegamos no começo da trilha.

6×6
Na trilha

Primeira parada: Cachoeira da Água Doce. Eu achei interessante pelo estilo dela e a sua formação. De lá pegamos um barquinho movido a energia solar que não fazia um barulho sequer e no caminho passamos pela Cachoeira do Surucuá. No topo das árvores dessa cachoeira, foi possível ver um grupo de macacos prego – super legal. Essa cachoeira faz parte também do passeio Parque das Cachoeiras.

Cachoeira da Água Doce
Cachoeira da Água Doce na frente e Cachoeira do Sol ao fundo
No barquinho
Cachoeira do Surucu´á

Chegamos então na terceira cachoeira e uma das minhas favoritas: Cachoeira do Sinhozinho. Diz a lenda que um sinhozinho que ninguém sabe da onde veio e se alimentava de frutas e peixes vivia por lá, por isso esse nome. E que cachoeira!

Cachoeira do Sinhozinho
Linda né?!

Pegamos o barquinho de volta, caminhamos mais um pouco e lá estava a Cachoeira do Sol. O que achei incrível é que tem uma caverna que você pode nadar por dentro da cachoeira, muito irado! Essa já é bem funda e tem uma área grande para nadar. Também foi uma das que mais gostei.

Cachoeira do Sol
Dentro da cachoeira

Um pouco mais pra frente e chegamos na Cachoeira do Mulungu. Essa é mais legal vista de cima já que embaixo é uma lama só e muito cheio de folhas – sorte que eu estava com a botinha porque deve ser meio estranho pisar descalço lá.

Cachoeira do Mulungu

Passamos por dentro da água e tinham duas cachoeiras, uma do lado da outra: Cachoeira do Desejo e Cachoeira do Saí-andorinha. Ambas bonitas mas a segunda tem a queda d´água mais forte – ótima para fazer uma “massagem” e dar aquela relaxada.

Cachoeira do Saí-andorinha
Cachoeira do Desejo

De lá, andamos mais um pouco até chegar na Cachoeira do Salto e bom, como o nome diz, dá para pular de uma plataforma lá. São 6 metros de altura e cerca de 3 de profundidade. Deu um medo mas eu pulei com medo mesmo – vai super fundo!

Cachoeira do Salto

A nona e penúltima foi a Cachoeira do Mutum. Essa é rasa e a queda d´água bem forte também – gostei.

Cachoeira do Mutum

E fechamos o passeio na décima cachoeira: das Figueiras – nome dado por conta da quantidade dessas árvores ao redor – inclusive algumas caídas. Bem rasinha e foi só um mergulho rápido já que todo mundo estava morrendo de fome. Foi cerca de 4km de caminhada numa trilha super tranquila recomendada para qualquer nível físico.

Cachoeira das Figueiras

O que eu não tinha lido em lugar nenhum é que a Estância Mimosa – assim como outras atrações oferecem mais do que só os passeios e você pode ficar por lá curtindo a natureza também depois que acabar seu passeio – o nosso durou quase 5 horas no total. Por lá vimos araras que estão em recuperação para serem soltas novamente na natureza, lagarto, jacaré e outros pássaros – além de muitas árvores diferentes. Ah, por lá dá para almoçar também quem quiser – e recomendo comprar o doce de leite deles. Pro passeio, não esqueça de levar uma mochilinha com água, repelente, protetor solar e uma roupa seca – além lógico da câmera. Para utilizar drone, parece que tem que contactar eles com antecedência e pagar uma taxa.

Acabamos comendo o lanche que tínhamos trazido e fomos para a pousada. Eu e o Vini ficamos na Pousada Sucuri (R$81 o casal com café da manhã e estacionamento – 1km do centro) e meu pai e a Sô optaram pelo Che Lagarto (R$190 o casal com café da manhã e piscina – 300m do centro). Todos nós gostamos da acomodação e foi justo com o preço que pagamos.

A noite fomos dar uma volta no centrinho que está todo decorado para o Natal. Deixamos o carro na Praça da Liberdade e seguimos pela rua principal. No caminho achamos um lugar que amei: Vila Rebuá! Sério, se você for para Bonito tem que ir lá. Que vibe boa… são vários restaurantes e tem um bar no meio – alguns dias inclusive tem música ao vivo. Comemos no Bra Sou Parilla (R$46 porção de filé e fritas) – super recomendo! Comida bem boa. Meu pai e a Sô pegaram o espetinho e também gostaram bastante. Ah, pedi o brigadeiro com amendoim (R$10) e também recomendo. E as bebidas compramos no Bar da Vila – caipirinha boa e cerveja trincando. É lá também que fica o letreiro da cidade (tem outro mais simples e menor em frente ao Centro de Informação Turística na entrada da cidade). Tomamos umas, ficamos curtindo o Sertanejo da dupla Isaac & Vinícius e voltamos para descansar.

Praça da Liberdade
Vila Rebuá

DIA 2:

Acordamos cedo e fomos para o Rio Sucuri (R$180 ou R$170 pra quem é do MS) fazer a flutuação. Foi bem difícil escolher os passeios visto que tem muitas opções mas escolhemos esse por ser super cristalino – uma das águas mais cristalinas do mundo. Ouvi vários relatos que o Rio da Prata é bem legal também por ter mais variedade e quantidade de peixes – porém é bem mais caro e mais longo também. Vai da vontade e do bolso de cada um.

O esquema de check in é o mesmo da Estância Mimosa – e o local no mesmo estilo também com restaurante, tudo de madeira, bem rústico e estruturado. Para todos os passeios nós fomos com nosso próprio carro – o que recomendo visto que a grande maioria dos passeios são longe do centro. Dá para pagar um adicional e usar o transporte da agência ou alugar um carro também.

Primeira coisa foi pegar a roupa de neoprene (o rio tem a temperatura média de 23 graus o ano todo), colete salva vidas e um sapatinho. Depois tomamos uma ducha para refrescar – é proibido passar protetor solar ou repelente nesse passeio. Pegamos um caminhãozinho que nos levou até quase a nascente do rio. Fizemos uma trilha tranquila aonde vimos a nascente cheia de Piraputanga – peixe típico da região e no caminho os macacos prego estavam fazendo a festa nas árvores.

Já prontos para a flutuação
Nascente do Rio Sucuri
Macaco prego

Chegando no Rio Sucuri o guia nos explicou como funcionava a flutuação – basicamente boiar e deixar a correnteza te levar. Inclusive pessoas que não sabem nadar podem fazer o passeio. Um barquinho nos acompanha o trajeto todo que dura cerca de 50min caso alguém se canse ou queira descansar.

Aonde tudo começa
Rio mega cristalino

O rio é realmente muito cristalino e tinham muitas espécies de plantas aquáticas, além lógico dos peixes e uma lontra que vimos caçando – melhor momento do passeio. Em um momento que resolvi virar pra cima, vimos uma família de Bugios (um tipo de macaco maior) comendo frutinhas nas árvores beira rio – muito bacana. Sobre o passeio, eu achei o tempo o suficiente e gostei do que vi. Recomendo.

Plantas aquáticas
Olha o Piraputanga aí
Fim do passeio
Rio Sucuri


Ah, não pode levar mochila no barquinho, nem celular, nem nada. Apenas câmeras a prova d´água ou celulares naquelas capinhas a prova d´água também. Para utilizar o drone, tem que fazer um agendamento prévio e custa R$40.

Depois desse passeio fomos para a Praia da Figueira (R$67 ou R$25 se você for do MS) que fica bem pertinho do Rio Sucuri. Lá é um dos diversos balneários da cidade – o que eu recomendo caso você fique vários dias na cidade ou queira conhecer mais um lugar investindo pouco já que é o tipo de passeio mais barato de Bonito.

A Praia da Figueira tem esse nome por se assemelhar mesmo a uma praia. Lá tem quiosque, escorregador para as crianças (pequenas ou grandes como eu rs), tirolesa, caiaque e stand up, bar molhado e o mais legal é a quantidade de peixes que ficam ali em volta no rasinho super tranquilos. Tem também área de descanso com bangalôs e redes. Ah, e tem um avião na água rs. O espaço é bem grande e com certeza em finais de semana e feriados lota – então se prepare. A gente deu sorte de estar bem vazio e conseguimos descansar e curtir numa boa.

Praia da Figueira
E esse avião no meio da “praia”

Passamos a tarde ali e fim do dia fomos embora de volta para Ponta Porã. Foram dois dias bem gostosos em Bonito, quem sabe eu volte com mais tempo…

Como comentei, foi bem difícil escolher os passeios mas tentei pegar “um de cada” dentro do possível de fazer em 2 dias. Como assim um de cada? É que lá os passeios são “divididos” por categorias. Vou deixar aqui abaixo os valores referentes a Novembro/2020;

Balneários: Balneário do Sol, Balneário Nascente Azul, Balneário Refúgio da Barra, Praia da Figueira e Eco Park Ilha do Padre. De R$52 a R$67 por pessoa (ou R$25 a 55 para quem é do MS).

Cachoeiras: Parque das Cachoeiras, Estância Mimosa, Cachoeira Boca da Onça, Fazenda Ceita Corê, Cachoeiras Rio do Peixe e Cachoeiras Serra da Bodoquena (as últimas quatro com almoço incluso). De R$116 a 267 (ou R$85 a R$180para quem é do MS)

Flutuações: Nascente Azul, Rio da Prata (com almoço), Aquário Natural, Barra do Sucuri, Rio Sucuri e Lagoa Misteriosa. De R$140 a R$266 (ou R$130 a R$224 para quem é do MS).

Contemplação: Bio Park, Buraco das Araras, Gruta São Mateus, Gruta de São Miguel e Gruta do Lago Azul *. De R$50 a R$82.

* A famosa Gruta do Lago Azul estava fechada – e parece que vai ficar assim ainda por mais um tempo viu?!

Fora isso tem atividades mais radicais como trilhas de quadriciclo, passeios de bote, mergulho, rapel, arvorismo e boia cross que saem de R$87 a R$574. E lógico, também tem a flutuação no Abismo Anhumas que parece ser sensacional por R$1120.

Ufa, quanta coisa né?! Espero que tenham gostado e que eu tenha conseguido ajudar vocês a planejar melhor a viagem a Bonito!

Instagram: @ca.pelo.mundo

2 comentários em “Bonito – MS – Brasil

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