Visconde de Mauá, Maringá e Maromba – RJ – Brasil

DIA 1:
Saímos de Caraguatatuba – SP numa Segunda feira para poder pegar a região o mais vazia possível e aproveitar as cachoeiras e o friozinho da montanha. Paramos num mirante na serrinha e depois de cerca de 4hs de estrada, chegamos.

Mirante na serrinha de Visconde de Mauá


Para evitar o máximo o contato com outras pessoas, decidimos acampar em Maringá – RJ e achamos o Camping do Torto aberto ($30 por pessoa/dia). A estrutura é simples mas suficiente para o que precisávamos – tem banheiros com água quente, energia elétrica e área de churrasqueira. De um lado fica a estradinha de terra e do outro o Rio Preto que separa os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Chegamos, armamos barraca bem em frente ao riozinho e fizemos uma pizza para jantar. A noite o céu estava maravilhoso, super estrelado.

Fazendo pizza

DIA 2:
Do nosso camping dava para ir andando até a Cachoeira Santa Clara e foi o que fizemos. Meia horinha bem tranquilo e estávamos lá. A água estava muito gelada, a perna chegava a doer mas foi uma delícia refrescar a alma. Desde pequena vou pra essa região com meu pai e sempre gostei de água gelada.

Cachoeira Santa Clara

Na volta para o camping passamos no Truta Rosa – um trutário que você pescar seu próprio peixe naquele estilo pesque e pague. Por conta da pandemia isso não era possível então só compramos uma truta fresquinha (R$50 kg) por para fazer no almoço.

Fazendo a truta na cozinha do camping

A tarde ficamos descansando e depois fomos dar uma volta no centrinho de Maringá. Tinha bastante coisa fechada infelizmente mas aproveitamos para comer uma pizza no Restaurante Art Sabor (R$41 – 2 pessoas) antes de voltar pro camping.

Centrinho de Mauá

DIA 3:
Levantamos e fomos fazer um dia de aventura pelas estradas de terra até Itamonte – MG. E bota aventura nisso… Recomendo o rolê mas tem que ter um carro bem potente, alto e de preferência 4×4 porque a estrada não é facil não.

Vista da barraca

Foram cerca de 2hs de estrada chegando a 1800m de altitude com paisagens de tirar o fôlego até Alagoa aonde almoçamos uma comida bem caseirinha e super gostosa no Restaurante Pica Pau (R$17 por pessoa – coma a vontade).

Quase chegando em Itamonte paramos em um lugar para comprar geléias e perguntamos sobre cachoeiras por ali. A moça nos indicou a Cachoeira do Escorrega. Não tem placa para achar mas tem no Google Maps a localização certinha e na frente tem um estacionamento (R$5 por carro). Essa estava vazia e a água mais agradável, foi muito bom depois de um dia de estrada de terra e muita poeira.

Cachoeira do Escorrega

Mais vinte minutinhos e estávamos em Itamonte. Aproveitamos para ir numa padaria – L&V Doces e Salgados comer algo gostoso e super recomendo. Eu pedi uma empadinha de brigadeiro e um guaraná fabricado ali em Itamonte mesmo – Guaraná Mantiqueira – que estava uma delícia. A Sô e o Vini pediram uma coxinha sem massa e também amaram! Ah, a cocada também estava muito boa. Tudo feito no local e bem fresquinho.

Empadinha de brigadeiro e Guaraná Mantiqueira

Cruzamos novamente a divisa de Estados e bem ali na divisa tinha umas lojinhas de queijos, doces, geléias e essas coisas gostosas caseiras sabe?! Compramos umas coisinhas e seguimos mais 2 horinhas até voltar para Maringá. Que dia cheio! A noite esfriou bem, tivemos que dormir com o saco de dormir e um cobertor em cima.

DIA 4:
De manhã passamos no centrinho de Mauá para uma fotinho com a Igreja de São Sebastião e fomos até Maromba na Cachoeira do Escorrega. Antigamente era bem mais raiz, hoje já ficou popular e tem até estacionamento (R$15 por carro), bar, restaurante e lojinhas por lá. Lá pertinho fica também a Cachoeira Véu da Noiva – uma das mais famosas da região junto com a do Escorrega – mas infelizmente estava fechada. E tem também o Poção.

Como o nome diz, as pedras da cachoeira formam um escorregador natural e ficamos lá escorregando e curtindo – foi o dia mais quente da viagem. Aproveitamos para explorar também e subimos uma parte da cachoeira aonde tem várias “piscininhas” naturais no caminho, vale muito a pena.

Demos uma volta no centrinho de Maromba e paramos em Maringá para almoçar na Parada do Pastel (R$50 – 2 pessoas) – que delícia! Pastel super recheado – recomendo! Vini e a Sô pegaram um sorvetinho no Finlandês de sobremesa e adoraram também.

Atravessando a pontezinha em Maringá você cruza o estado. Isso, a cidade de Maringá fica uma parte em MG e outra no RJ e é do lado mineiro que fica a Chocolate Doce Lembrança. Diferente dos chocolates das cidades de serra famosas como Campos do Jordão, Monte Verde e Gramado por exemplo, esse é totalmente caseiro e mega saboroso – vale a pena cada centavo.

Visconde de Mauá é o nome dado a região das vilas de Mauá, Maringá e Maromba – e de outros vales – que é um distrito da cidade de Resende e ficam cerca de 5km umas das outras. As três tem um centrinho com restaurantes, bares, lojinhas e também hotéis, pousadas e campings fica a seu critério escolher aonde se hospedar já que elas tem fácil acesso umas as outras. As principais atrações são as diversas cachoeiras que tem por ali e para os mais aventureiros a escalada da Pedra Selada. E é importante lembrar que por lá não tem banco, então sempre bom levar dinheiro em espécie caso precise.

Rio Preto – de um lado MG do outro RJ

Decidimos voltar por Angra dos Reis e para quebrar a viagem paramos em Bananal – SP depois de 2hs de estrada para dormir. A cidade está fechada mas achamos uma pousadinha bem okay para passar a noite – Pousada Moreira (R$50 por pessoa/dia). Comemos um pão com manteiga na chapa na Padaria Paremol (R$10) e fomos descansar.

DIA 5:
Acordamos e fui ver o Centrinho Histórico, fiquei encantada com a cidade, charmosa demais. Comemos de novo um um pão com manteiga na chapa na Padaria Paremol (R$13) e fomos até a antiga Estação Ferroviária de Bananal.

Igreja Matriz
Estação Ferroviária de Bananal
Charme das ruas de Bananal

De lá seguimos por mais 2hs até o Bar do Chuveiro (R$86 – 2 pessoas) em Angra dos Reis. Desde pequena eu vou com meu pai para Mauá e é parada obrigatória nesse lugar, praticamente uma tradição de família. Comemos uns pasteizinhos deliciosos e depois de mais 3 horas estávamos de volta em Caraguá.

Para mim ir para Visconde de Mauá é sempre nostálgico, gostinho de infância e eu amo. A região é bem roots, partes com estrada de terra, gastronomia boa e cachoeiras incríveis. Vale muito a pena explorar. Para 4 dias acampando investe-se uma média de R$400 por pessoa incluindo gasolina, pedágio, alimentação e acomodação.

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