Quando escolhemos ir pra Coréia do Sul, decidimos não só conhecer Seoul mas também uma outra cidade e optamos por Busan. Enquanto a capital tem quase 10 milhões de habitantes, Busan que é a segunda maior cidade do país tem um terço disso – escolhemos também porque é cidade litorânea e mesmo ainda sendo primavera, pegamos uma semana de bastante sol e calor. Pra ler sobre Seoul, clique aqui e vamos continuar essa viagem….

DIA 4:
Chegamos as 4pm em Busan e pegamos um hotel bem pertinho da estação central, dava pra ir caminhando, super bem localizado – Notte La Mia $128 por noite para 3 pessoas. Descansamos um pouco e depois pegamos um ônibus (dá para usar o mesmo cartão do transporte de Seoul) até a Bosu Bookstore Alley, uma ruazinha cheia de loja de livros mas já estava praticamente fechada – já o lugar para jantar, estava super cheio. Não sei nem o nome do lugar que comemos o churrasco coreano dessa vez porque parecia algo bem local mesmo – mas deixo ai a foto – era em alguma rua aleatória entre o Gunkje Market (que também já estava fechado) e a BIFF Square.



Amamos essa região da praça, super viva, cheia de restaurantes, lojinhas, movimento e tem muitas barraquinhas de comida – inclusive do famoso biscoito da série coreana Round 6 (Squid Game). Passamos também por uma “Calçada da fama de Busan” com as mãos de artistas estampadas em placas no chão. Ficamos até umas 9 da noite por lá e depois fomos caminhando até o Shopping – Lotte Department para comprar umas coisinhas no supermercado. Lá dentro tem uma cachoeira artificial de 18 metros de altura e tem um show de luzes e água de hora em hora por 10 minutos – chegamos e tinha acabado de acabar mas vale a pena checar o horário certinho antes de ir. De lá pegamos um táxi pro hotel ($5) e cama!



DIA 5:
Comemos no quarto do hotel o que tínhamos comprado no supermercado ($27) e pegamos uns snacks para levar pro nosso passeio pois iríamos para o outro lado da cidade. A melhor opção para chegar no Haedong Yonggungsa Temple era pegar um táxi por 1 hora e foi isso que fizemos. Pagamos $27 pelo trajeto, sim por 1 hora de viagem, táxi lá é bem acessível! O templo é bonito mas esperava um pouco mais pelo que tinha lido sobre – talvez porque a parte que você consegue ver o templo beirando o mar estava fechado para reforma então não dava o mesmo impacto. Ali do ladinho também fica o Lotte World Adventure Busan, um parque de diversões – que pelo que vi, é recomendado mais para crianças a partir de 5 anos pela altura e quantidade de brinquedos que eles podem usar e lógico que seria necessário reservar um dia todo só pra ele (mas dá pra dar uma breve passada no templo já que não precisa mais do que meia hora lá).





De lá, mais um táxi ($9), dessa vez até Cheongsapo aonde pegaríamos a Sky Capsule – uma cabine colorida que percorre um trecho de 2km em 30 minutos por um trilho elevado ao longo da costa – até Mipo. O legal é que a cápsula é privada e cabe até 4 pessoas – se vocês forem em 5, terão que pegar 2 cápsulas e ir 3 pessoas em um e 2 na outra. Esse nós agendamos com exatamente um mês de antecedência porque é bem concorrido. Fizemos tudo pelo site oficial deles aqui e pagamos cerca de 55 AUD para nós 3, trecho só de ida. O caminho é bem tranquilo e a vista beirando o mar, bem gostoso. Ah, enquanto esperávamos nossa cápsula que agendamos para 12:30pm, fizemos uma caricatura ($41) ali do lado – gostei mais dessa do que a que tínhamos feito em Seoul.

Algumas informações importantes: existe a possibilidade de comprar ida e volta e dá também para fazer o trecho ao contrário Mipo-Cheongsapo que aparentemente é mais popular porque sai do lado da praia de Haeundae. Existe também o Hauendae Beach Train, que faz um trajeto mais longo e é mais como um trem e parece bem legal também pois tem mais paradas no caminho – incluindo Haewol Observatory que é um observatório em cima do mar, além de ser bem mais barato – custa a partir de 8 AUD por pessoa. Tudo depende do que estão procurando fazer no dia e da experiência que querem ter. A única coisa que acho que faz mais sentido e recomendo é que termine em Mipo porque aí dá para aproveitar a praia – ou a região – de Haeundae depois, que foi o que fizemos.




Chegando em Hauendae, fomos procurar algo pra comer e achamos uma hamburgueria no mapa que dizia aberta mas estava fechada, então acabamos indo comer uma pizza no Gorilla ($57 com bebida) que fica bem de frente pra praia. Como estava bastante calor, já fomos preparados com as coisas pra praia e aproveitamos a tarde toda por ali. O mar não é gelado como da Austrália mas também não é como no Brasil. Todo mundo lá estava embaixo de guarda-sol e com roupas de proteção solar também – afinal, eles cuidam e muito da pele. Conhecemos uma família coreana e nosso filho ficou brincando com as meninas – até acharam um bicho que ela falou que era uma cobra do mar mas não parecia não. Depois da praia, só tinha lugar para lavar os pés mas não duchas, então demos uma improvisada e depois nos trocamos nos banheiros. Fomos caminhar pelo bairro, passamos o Hauendae Market aonde peguei uma sobremesinha e depois passeamos pela Haeridan-gil Street para ver uns grafites e artes de rua. Já era 6:30pm então chamamos um táxi de volta pro hotel ($20).





A idéia inicial era andar até The Bay 101 para ver o pôr do sol mas preferimos ir embora pós praia porque o sol ia se por muito tarde e já estávamos cansados. Outra coisa que estava na lista, era ir até Gwangalli Beach pois teria um show de drones ás 8pm, sorte que não fomos porque eu errei o dia de ir praqueles lados da cidade e o show tinha sido no dia anterior (sábado). Chegando no hotel, Vini comprou um hambúrguer ali perto da estação no What the burger ($17) mas eu nem estava com fome. Só tomei banho e dormi.
DIA 6:
Vimos que o hotel oferecia café da manhã e resolvemos experimentar, foi $23 nós 3 mas no fim não valeu a pena porque era muito básico de mais e tudo que comemos foi pão de forma com manteiga (hahaha). A idéia inicial era pegar um metro e depois táxi até a Gamcheon Culture Village mas decidimos facilitar nossa vida e pegar um táxi direto – por $8 – pra lá e em menos de meia hora chegamos. A vila é bem turística e as casas são todas coloridas o que dá um charme para o local que foi construído nos anos 50-60 para abrigar refugiados da Guerra da Coréia e em 2009 ganhou uma nova cara com ajuda de artistas e moradores, transformando o lugar num dos principais pontos para se visitar em Busan. Lá tem diversas lojinhas, cafés, restaurantes, além lógico de muita arte, esculturas – principalmente do Pequeno Príncipe. Não, eles não tem nenhuma ligação com o livro porém ele virou um dos símbolos do bairro por conta de uma instalação artística colocada na época que fez muito sucesso e assim se espalhou. Passeamos por lá, fomos nos mirantes e pedi um marshmallow com sorvete – e pasmem, era ruim haha. A vista lá de cima do morro é bem bonita e lembrou bastante as comunidades do Brasil.





Pegamos outro táxi ($9) até Songdo Sky Park para ver o observatório – que estava fechado porque era o primeiro domingo do mês – e depois andar no Songdo Cable Car (teleférico) que não estava nos planos mas acabamos optando por ir. Recomendo subir de táxi como fizemos e descer com o teleférico. Lá no topo, tem um parque que dá para caminhar por ele, além de mais esculturas do Pequeno Príncipe e uns dinossauros espalhados – bem aleatório haha. Antes de embarcar, almoçamos um típico cachorro quente coreano e mais uns espetinhos – e lógico um clássico suco de melancia. Foi $30 tudo. Pra ir no teleférico pagamos $38 os três e como não estava muito cheio conseguimos uma cabine só nossa. A vista é bem bonita e vale o passeio. Ele acaba em uma praia mas não estávamos preparados para tal então pegamos um táxi ($7) de volta pro hotel para descansar um pouco.





No fim do dia ainda pegamos um táxi ($11) e demos um pulinho na Dakbatgol Mural Village, uma vilinha nada turística com murais artísticos e que estava vazia por ser um lugar bem residencial e reservado. A parte mais legal foi andar no monotrilho – Stairs of Wishes Monorail – que foi criado para que os moradores idosos não precisassem subir e descer todos os dias essas escadas. Até hoje ele é primordialmente usado pela população local mas todos podem usar – cabe apenas 2 pessoas por vez.




Na volta paramos na Lee Jae Mo Pizza em frente a Busan Station e pedimos umas pizzas bem diferentes por sinal. O lugar é bem legal e os robôs que trazem as pizzas, recomendo – só cuidado que tem um pouquinho de pimenta no molho de tomate. Custou $57 as duas pizzas e as bebidas. De lá voltamos pro hotel e cama.

DIA 7:
Acordamos, fomos tomar café no Masa Lapinou Sandwich Bar ($35) super gostoso, recomendo muito e depois ficamos tranquilos no hotel até a hora do check out porque o trem para Seoul só saía 12:34pm e a estação era ali do lado do hotel. Gostei mais de Busan do que Seoul, talvez por ser um pouco menor, por ter praia e por ter curtido muito a vibe ali da região da BIFF Square.


Algumas coisas que notei de forma geral na Coréia:
– Eles passam o cartão (ou seu celular) na máquina e você nem vê o valor – não tive nenhum problema de valores errados mas era “estranho” entregar meu celular pra eles o tempo todo;
– Falando nisso, tenha o cartão físico porque em alguns lugares só o físico funcionou – e lógico para se precisar sacar dinheiro. Nós fizemos o cartão do Wise que deixei no meu celular também;
– Criança (pelo menos o meu de 4 anos) pode ir tranquilamente nos táxis e Ubers, eles não se importam;
– Dirigem super rápido e ás vezes meio caótico;
– Nem sempre falam inglês mas sempre tentam se comunicar, usar tradutor;
– No geral a experiência foi que os coreanos são super simpáticos e prestativos – e adoram criança;
– Recarga do cartão de transporte eu só consegui fazer com dinheiro em espécie nas conveniências;
– Feirinhas tem em tudo que é canto então comidinhas coreanas e lembrancinhas é fácil de encontrar;
– Muitas ruas residenciais e comerciais que fomos tinham um cheiro muito forte de esgoto e do nada passava;
– Eles adoram meias divertidas e fabricam muitas por lá;
– Skincare é realmente algo popular;
– É um país totalmente noturno, de manhã tudo é mais vazio e calmo.
E aí, o que achou? Algo te surpreendeu? Eu fui sem muitas expectativas e o que mais foi da experiência em si e da vivência no país. Uma semana foi um tempo legal e achei suficiente, conseguimos ver bastante coisa mas sem correria. Recomendo!
